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ALUNOS DE MEDICINA DA UESC ANUNCIAM MANIFESTAÇÃO CONTRA FALTA DE PROFESSORES E CAMPOS DE PRÁTICA

Alunos do terceiro ano do curso de Medicina da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) divulgaram uma carta aberta à comunidade acadêmica denunciando a grave situação enfrentada pela graduação e anunciaram uma manifestação marcada para o próximo dia 24 de julho, às 13h, em frente à universidade.

De acordo com o documento, a decisão dos estudantes foi motivada pela exoneração de professores, ausência de concursos públicos para recomposição do quadro docente, além da perda de importantes campos de prática, como o Hospital de Base e a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, que até então eram fundamentais para o aprendizado clínico dos discentes.

A carta aponta que a carência de docentes compromete diretamente a qualidade do ensino, especialmente em áreas práticas essenciais à formação médica. Muitos professores pediram exoneração ou se aposentaram, e o processo de convocação de novos docentes está paralisado há mais de um mês, segundo os estudantes.

Outro ponto crítico abordado é a limitação dos campos de prática para o ciclo clínico e internato. Com a perda de instituições parceiras, restam apenas dois hospitais como alternativa, o Hospital Regional Costa do Cacau e o Hospital Materno-Infantil Joaquim Sampaio, o que, segundo os alunos, é insuficiente para atender a demanda da formação médica com a diversidade e complexidade necessárias.

“Sem professores suficientes, sem concursos, sem valorização da carreira docente, a instituição corre o risco de ver suas funções essenciais comprometidas com o colapso das disciplinas”, afirma um trecho do documento.

A manifestação tem como objetivo chamar a atenção da administração universitária e das autoridades estaduais para a urgência da recomposição do corpo docente e da garantia de estruturas mínimas para o desenvolvimento das atividades acadêmicas. Os alunos afirmam que a mobilização não é uma escolha fácil, mas uma medida necessária para preservar a qualidade da formação médica e o compromisso com a saúde pública.

No encerramento da carta, a Turma XXII de Medicina da UESC faz um apelo: “Sem professor, sem educação! NÃO AO DESMONTE DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ!”

A mobilização conta com o apoio do Centro Acadêmico de Medicina (CAMED), que reforçou em suas redes sociais a importância do ato.

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