A situação dos aposentados na agência 0237 do Bradesco tem gerado revolta e constantes reclamações dos clientes. Entre os principais problemas está a estrutura precária do local, que tem dificultado o acesso de idosos e demais clientes. Segundo relatos, o espaço tem sido comparado a uma “baia de abatedouro de gado”, onde os clientes entram por um corredor estreito e sem possibilidade de retorno, enfrentando condições desconfortáveis para serem atendidos. Afinal, a sensação que fica é que o cliente não passa de mais um número no rebanho do banco, pronto para ser empurrado pelos apertados corredores em direção ao caixa.
Outro ponto crítico é o horário de atendimento. A agência costumava abrir às 7h da manhã para atendimento preferencial dos aposentados, mas, sob a atual gestão, os atendimentos só têm começado entre 8h e 8h30. Isso tem gerado tumulto e longas filas na porta da agência. Os idosos, que deveriam ser tratados com prioridade e respeito, agora precisam madrugar na fila e torcer para que a “porteira” do banco se abra antes que o desgaste físico os vença.
Muitos aposentados chegam ainda de madrugada para garantir um bom lugar na fila, mas acabam enfrentando dificuldades devido ao atraso na abertura da unidade. Além disso, o autoatendimento tem se tornado caótico, com dificuldades de acesso e circulação dentro da agência. Os clientes disputam espaço como se estivessem em um curral apertado, tentando acessar os serviços bancários que, ironicamente, deveriam ser facilitados para eles.
Os clientes e aposentados exigem providências urgentes do banco para garantir um atendimento digno e estrutura adequada, respeitando os direitos dos idosos e demais usuários do serviço bancário. O Bradesco ainda não se manifestou oficialmente sobre as reclamações, talvez aguardando que os próprios clientes desistam de enfrentar essa batalha diária ou se conformem com o papel de gado no sistema bancário.