Um grave acidente ocorrido por volta das 9h30 da manhã deste domingo (4) chocou moradores do Jardim Savóia, zona norte de Ilhéus. Yasmin Santos de Souza, 17 anos, jovem cadeirante, foi atropelada por um veículo que saía de um condomínio, quando seguia com seu pai e irmã para a igreja. O atropelamento ocorreu próximo ao radar, em frente ao Savóia Park.
Segundo testemunhas, o pai, como de costume, iniciava a travessia da rua com as filhas quando o carro atingiu a jovem. O impacto foi tão forte que o veículo chegou a ficar sobre a vítima, que desmaiou no local. A irmã, que também estava na travessia, por pouco não foi atingida.
Moradores do condomínio, assustados com o barulho da batida, correram para prestar socorro. O pai da jovem conseguiu retirar o carro de cima da filha antes da chegada do resgate. O veículo, um carro de passeio, teve o parabrisa danificado. No entanto, testemunhas afirmam que o motorista retirou o carro da via, possivelmente tentando descaracterizar a cena do acidente.
Yasmin, que recentemente foi eleita diretora da pasta de Pessoas com Deficiência (PCDs) no Grêmio Estudantil do Colégio Arléo Barbosa, é uma liderança jovem e ativa na luta por inclusão e acessibilidade no ambiente escolar. A pasta que ela ocupa simboliza a busca por igualdade de direitos para estudantes com deficiência. A situação, portanto, vai além do acidente: trata-se de uma agressão à dignidade de quem representa justamente a luta por respeito e acessibilidade.
O motorista, identificado como Deives Amaral, alegou em depoimento na delegacia que “não viu a família” e classificou a colisão como “leve”. Ele também afirmou que a jovem “estava bem” e que seu veículo “não possui danos”. As declarações, no entanto, contradizem imagens do local e o relato de testemunhas, que descrevem um cenário de extrema gravidade.
Yasmin foi socorrida e levada para o Hospital Regional Costa do Cacau. Até o momento, não há informações atualizadas sobre seu estado de saúde.
O caso gerou grande revolta na comunidade, especialmente pela forma como o motorista teria tentado minimizar os fatos. Moradores e familiares pedem justiça e exigem que o caso seja tratado com a devida seriedade pelas autoridades. “Senhor Deives Amaral, você não é maior que a lei! Queremos justiça!”, declarou um familiar.
A Polícia Civil de Ilhéus está investigando o caso.









