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CUSTO DA CESTA BÁSICA TEM QUEDA EM ILHÉUS E ITABUNA EM OUTUBRO

O custo da cesta básica apresentou nova redução nas duas principais cidades do sul da Bahia, conforme o Boletim ACCB/UESC divulgado pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Em Ilhéus, a queda foi de 2,19% e, em Itabuna, de 1,77%, refletindo um comportamento mais favorável dos preços dos alimentos essenciais para as famílias de menor renda.

Em Ilhéus, a ração essencial mínima, composta por 12 produtos alimentares, passou a custar R$553,94, frente aos R$566,32 de setembro. Já em Itabuna, o custo caiu de R$557,19 para R$547,33. Em ambas as cidades, a redução foi mais intensa do que a variação do IPCA-15 nacional, que registrou alta de 0,18%, e da Região Metropolitana de Salvador, que apresentou leve queda de -0,04%.

O levantamento mostra que em Ilhéus oito produtos reduziram de preço, com destaque para o tomate (-15,99%), manteiga (-9,97%) e açúcar (-8,35%). Em contrapartida, quatro itens subiram: leite (4,61%), feijão (3,97%), carne (1,66%) e pão (1,14%). Já em Itabuna, sete produtos ficaram mais baratos, com destaque para o tomate (-14,95%), manteiga (-9,30%) e farinha (-9,17%), enquanto cinco tiveram aumento: óleo (17,94%), carne (1,35%), feijão (1,27%), açúcar (1,17%) e arroz (0,64%).

Nos últimos seis meses, o custo da cesta básica reduziu 9,78% em Ilhéus e 8,71% em Itabuna. O tomate foi o produto que mais barateou nas duas cidades, enquanto o pão teve a maior alta em Ilhéus (9,11%) e a carne liderou o aumento em Itabuna (1,06%). No acumulado dos últimos 12 meses, a cesta ficou 1,87% mais cara em Ilhéus e 2,12% em Itabuna, impulsionada principalmente pelo café, que subiu 56,57% e 62,91%, respectivamente.

Em outubro, o trabalhador ilheense precisou de 86 horas e 47 minutos de trabalho para comprar os 12 itens da cesta, o que representa 39,45% do salário mínimo líquido de R$1.404,15. Em Itabuna, o tempo necessário foi de 85 horas e 45 minutos, comprometendo 38,98% da renda.

O boletim também traz projeções para os próximos meses. Em Ilhéus, a previsão indica aumento no custo da cesta em novembro, redução em dezembro e novo avanço em janeiro de 2026. Já em Itabuna, a tendência é de aumento gradual até o início do próximo ano, refletindo possíveis pressões sazonais e variações nos custos de produção e distribuição.