
Na manhã desta sexta-feira (30), transeuntes foram surpreendidos com a presença de frutas empilhadas em plena Marquês de Paranaguá, no calçadão de Ilhéus. A oferenda estava posicionada entre a agência da Caixa Econômica Federal e a loja Indiana, em um dos trechos mais movimentados.
A cena despertou curiosidade e comentários entre pedestres. “Gente, no meio do calçadão?”, questionou um popular, ressaltando que esse tipo de prática costuma ser mais comum em praças, esquinas ou rotatórias urbanas.
Em consulta informal, um cidadão adepto de religiões de matriz africana explicou que, segundo o entendimento popular dentro da prática religiosa, oferendas com frutas podem estar associadas a pedidos relacionados à prosperidade financeira. “É para dinheiro. Chama dinheiro, porque hoje tudo ali tem a ver com dinheiro”, comentou.
Ainda de acordo com essa interpretação, o ritual pode estar ligado a situações como recursos financeiros bloqueados, dificuldades econômicas ou mesmo pedidos de sorte e ganhos materiais, inclusive relacionados a jogos. “Vai ver que está com dinheiro preso, ou para ganhar em algum jogo”, acrescentou.
A ocorrência acontece às vésperas do dia 2 de fevereiro, data tradicionalmente dedicada a Iemanjá, quando manifestações religiosas se intensificam em diversas cidades da Bahia. Em Ilhéus, práticas religiosas de matriz africana fazem parte da diversidade cultural e religiosa do município, embora a realização de oferendas em áreas de grande circulação continue gerando debates entre moradores.









