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REGISTROS HISTÓRICOS MOSTRAM MUDANÇAS NAS FEIRAS LIVRES DE ILHÉUS DESDE 1936


Um conjunto de registros fotográficos históricos permite acompanhar a evolução das feiras livres em Ilhéus, espaços tradicionais de comércio e convivência popular que marcaram diferentes fases do desenvolvimento urbano do município.

A imagem mais antiga, datada de 1936, mostra a feira instalada na área onde atualmente funcionam o Serviço de Atendimento ao Cidadão, SAC, e a Justiça Federal. Na época, a região era conhecida como “Suburbana” e também servia como local para montagem de circos itinerantes que passavam pela cidade.

Já em 1951, os registros indicam a transferência da feira para o primeiro mercado municipal, localizado no bairro do Unhão, na atual Avenida Dois de Julho. Posteriormente, o espaço passou a abrigar uma delegacia, que funcionava no andar superior do prédio.

Uma década depois, em 1961, durante a gestão do então prefeito Henrique Cardoso, foi inaugurado um novo Mercado Municipal, também no Unhão. A estrutura funcionou por cerca de 20 anos, até ser desativada e demolida em 1981, após a inauguração da nova central de abastecimento no bairro do Malhado.

Fotografias de 1979 mostram a dinâmica da feira no Malhado, realizada aos domingos nas avenidas Lindolfo Collor e Severino Vieira. Naquele período, as vias passaram por obras de saneamento e urbanização executadas durante a gestão do prefeito Antônio Olímpio, por meio do Projeto Cura. Foi nesse contexto que se consolidou a construção da atual Central de Abastecimento, inaugurada em 28 de junho de 1981 e batizada em homenagem ao pai do gestor municipal.

Ao longo dos primeiros anos de funcionamento, o novo equipamento público proporcionou melhores condições de mobilidade e higiene para comerciantes e consumidores. No entanto, a análise comparativa com os registros históricos levanta reflexões sobre os desafios atuais enfrentados no setor de abastecimento e na organização das feiras livres da cidade.

Embora não se observe mais a realidade de décadas passadas, quando produtos eram comercializados diretamente na lama, ainda há situações em que mercadorias são expostas no chão, o que evidencia a necessidade de debate e possíveis reestruturações para garantir melhores condições sanitárias e de funcionamento.

Os registros e a análise são do pesquisador José Nazal, que destaca a importância de revisitar a história para pensar o futuro desses espaços fundamentais para a economia e a cultura local.